31 agosto, 2014

Monteiro Lobato e o Sítio do Picapau Amarelo

    Todo mundo se lembra de algum livro ou algum autor que marcou a sua infância. Se não a sua infância física, a sua infância literária...

   No meu caso, houve um escritor que influenciou ou, na verdade, criou toda a minha forma de enxergar a literatura. Fez a minha imaginação voar, prendendo-me horas e horas nos livros, levando-me para os mais diversos e distantes mundos - constelações celestes, a Grécia Antiga, reinos encantados no fundo do mar, navios piratas e muito mais... Monteiro Lobato.




    Monteiro Lobato (1882-1948) pode ser considerado o maior escritor infanto-juvenil da história do Brasil; ao longo de sua vida, lançou diversos livros dos mais variados gêneros, mas é especialmente reconhecido e venerado por ter criado e dado vida aos personagens do Sítio do Picapau Amarelo.




    Emília, Pedrinho, Narizinho, Dona Benta, Tia Nastácia, Visconde de Sabugosa, Marquês de Rabicó, Cuca... Mesmo quem nunca leu nenhum livro do autor conhece esses personagens. Afinal, durante muitos anos, a Rede Globo adaptou algumas das obras de Monteiro Lobato para a telinha...


  

  As adaptações da TV por si próprias marcaram a infância de muitos telespectadores. Mas ela é muito, mas muito inferior aos livros escritos pelo autor. A escrita de Monteiro Lobato permite que o leitor tenha total liberdade para vivenciar as mais fantásticas cenas, nos mais diversos lugares... E tudo isso sem didatismo.

    Afinal, por mais que os livros do Sítio do Picapau Amarelo possam ser classificados como obras infantis, o autor se utiliza de uma linguagem completamente universal. Sua escrita serve tanto para crianças como para adultos; afinal, Lobato não subestima a inteligência do pequeno leitor e, ao mesmo tempo, permite aos leitores mais velhos tanto relembrar a magia da infância quanto adicionar novas informações e visões para sua vida adulta.



     Monteiro Lobato leva os habitantes do Sítio do Picapau Amarelo para os mais diversos lugares. Em O Minotauro e Os Doze Trabalhos de Hércules, livros responsáveis por me fazer apaixonado pela mitologia e pela cultura grega, os personagens vão para a Grécia Antiga, onde conhece personagens históricos, como Péricles, e personagens mitológicos, como Hércules, Belerofonte e, pra falar a verdade, quase todas as figuras da mitologia grega.




    Em Viagem ao Céu, o autor nos leva literalmente ao céu. Viajamos em caudas de cometas, através das mais diversas estrelas e, em certo momento, conhecemos até mesmo um anjinho machucado...



    Em O Picapau Amarelo, os personagens do mundo da fábula – o mundo dos príncipes e princesas dos contos de fadas, dos seres mitológicos etc. – resolvem se mudar para o sítio, trazendo com eles seus animais, terras, mares... E, enquanto o autor vai descrevendo os personagens e a narrativa se desenrola, a gente realmente se convence de que aqueles são os personagens cuja história a gente cresceu ouvindo, embora agora retratados sob uma ótica diferente.


     Em Peter Pan e Dom Quixote das Crianças, por exemplo, o autor reconta dois clássicos da literatura universal através de Dona Benta, que narra as histórias para os habitantes do sítio. As narrativas são entremeadas por pequenas aventuras que acontecem no próprio sítio, além de diálogos entre os personagens que  debatem e opinam sobre a história que estão ouvindo...






    Se eu continuar, vou acabar citando todos os livros do autor. E esse não é o meu objetivo aqui; aqueles que já leram Monteiro Lobato certamente compartilham do meu entusiasmo por sua literatura e, aos que não leram, recomento seriamente. E não se engane; a obra é infantil só na classificação. No conteúdo, ela conquista jovens, adultos e idosos, sempre no mesmo espírito de aventura e sempre trazendo novos aprendizados. Afinal, quem lê Monteiro Lobato aprende muita coisa; desde lendas greco-romanas, brasileiras, até sobre história, geografia, petróleo e política. Uma literatura universal e eterna!





por Diego B. Oliveira





23 agosto, 2014

Cine Resenha: Laranja Mecânica


    Stanley Kubrick havia terminado de lançar um dos maiores clássicos do cinema, 2001 – Uma Odisseia no Espaço (1968), e se firmava como um dos diretores mais expressivos de Hollywood. Mas, três anos depois, em 1971, ele confirmou o poder de sua arte no surpreendente filme Laranja Mecânica, que conta com Malcolm McDowell no papel principal em uma atuação única no cinema.

   



Filme: Laranja Mecânica
País/Ano: EUA / Reino Unido, 1971
Gênero: Drama, Ficção Científica, Distopia, Crime.
Duração: 136min
Direção: Stanley Kubrick
Elenco: Malcolm McDowell, Patrick Magee, Adrienne Corri, Miriam Karlim, entre outros.









    O filme é uma adaptação do romance homônimo do britânico Anthony Burgess, de 1962, figura presente nas listas dos grandes clássicos da literatura. Alex é aparentemente um jovem comum, com todos os problemas característicos da juventude, que leva durante o dia uma vida normal, sob os olhos vigilantes dos pais. À noite, entretanto, ele sofre uma completa metamorfose. Lidera uma gangue de vândalos que, vagando livremente pelas ruas da cidade, espalham um pouco da velha e boa violência. 


    Em uma dessas noites, eles invadem a casa de uma rica senhora que, sem que eles soubessem, havia chamado a polícia momentos antes. Quando Alex entra na residencia, a senhora tenta se defender, o que o leva a golpeá-la com um objeto semelhante à um falo gigante. Quando escuta as sirenes da polícia, o rapaz tenta fugir, mas um de seus amigos lhe acerta uma garrafa de leite na cara. Eles o abandonam caído e atordoado; há muito tempo estavam descontentes com a forma que Alex lhes impunham liderança. Alex é capturado e condenado a 14 anos de prisão por assassinato, já que a velha não sobrevivera ao golpe e morrera mais tarde no hospital.

     Mas, após dois anos de sentença e de comportamento exemplar,  o rapaz se oferece como cobaia para o tratamento Ludovico, um novo programa do governo que propõe a cura para a violência.


    Após o tratamento, Alex é liberado e posto de volta na sociedade. Ele é agora incapaz de agir com violência, de olhar lascivamente para uma mulher ou mesmo de escutar a 9ª Sinfonia de Beethoven. Seu corpo reage à esses elementos com enjoos, dores e convulsões. Entretanto, mesmo "curado", a sociedade fica relutante em aceitá-lo de volta; sua família não o recebe apropriadamente, o que leva Alex a ter que procurar outro lugar para morar. Além disso, ele reencontra velhos amigos e inimigos a quem havia ferido e humilhado em seus tempos de violência, e todos querem se vingar dele.



    Laranja Mecânica trabalha com vários temas. O filme, através dos olhos do anti-herói Alex, lança um olhar irônico sobre a sociedade e suas regras, suas leis. O personagem principal despreza tanto os marginalizados – mendigos, por exemplo – quanto os ricos. Sua forma de contestar é através da violência, seja ela física, moral ou verbal. 


    A questão moral é levantada em vários aspectos, seja na banalização da violência, seja no método utilizado para controlá-la. Afinal, vale a pena acabar com o livre-arbítrio de um indivíduo para controlar os seus instintos, a sua violência? Isso é cura ou controle? Esse é um dos debates que ocorrem dentro do próprio filme entre os defensores da cura e aqueles que se opõem a ela.

    A trilha sonora também é marcante. Depois de ver o filme, a pessoa nunca mais conseguirá ouvir Singing in the Rain ou a 9ª Sinfonia de Beethoven do mesmo jeito. O diretor Stanley Kubrick utiliza a música clássica em vários momentos, ilustrando cenas de violência, sexo e de abandono. Um uso característico da contra-cultura...

    O filme é um dos marcos da contra-cultura no cinema. Talvez por isso eu tenha relutado tanto em gostar dele; trata-se, afinal, de um gênero cuja função crítica, sarcástica e irônica não é compreendida por todos.  De qualquer forma, o filme é excelente e recheado de temas para reflexão. Para muitos, esse é o melhor filme do diretor, embora na minha opinião esse título será sempre de 2001 - Uma Odisseia no Espaço.


por Diego B. Oliveira





21 agosto, 2014

Resenha: Da Terra à Lua

  O escritor francês Júlio Verne é uma das figuras literárias mais veneradas de todos os tempos. Uma explicação para isto pode ser encontrada no livro Da Terra à Lua (Editora Melhoramentos), uma das obras mais famosas do autor. 




Autor: Júlio Verne
Editora: Melhoramentos
Páginas: 128
Nota do Peças: 4/5




O livro narra as descobertas dos membros do Clube do Canhão que, com o fim da Guerra da Secessão, ficam entediados e sem motivos para exercitar seus conhecimentos e capacidades de guerra. Mas esta melancolia logo é quebrada pelo presidente do Clube, que lhes apresenta planos que podem levá-los, literalmente, da Terra à Lua.


" Eles haviam ultrapassado os limites humanos impostos por Deus às criaturas terrestres."


   A história traz inicialmente uma ironia aos mentores políticos americanos do período; suas futilidades, a satisfação pessoal que abstraíam da guerra, a ociosidade que os períodos de paz lhes impunham. O espírito perfeito daqueles que conseguiriam realizar, posteriormente, o maior feito científico alcançado pelo homem: a viagem à Lua. Verne apenas confirmava a ideia que corria em sua época de que o futuro e o progresso estavam na América.

    O foco inicial é simples; os membros do Clube do Canhão estão reunidos, lembrando as glórias de um recente passado e se queixando de, após terem servido ao seu país com armas e lutado nos campos de batalha, estarem agora entregues ao esquecimento e à ociosidade.   Esperançosos, olham para o futuro, mas não veem nenhuma perspectiva de guerra se aproximando.

    É nesse ânimo que andam as coisas quando o presidente do Clube, Sr. Impey Barbicane, convoca-os a todos para transmitir um comunicado. Quando já estão reunidos, se espremendo apertados nos salões espaçosos do Clube, ele fala calmamente sobre um ambicioso e viável projeto que surpreenderia a todos e os manteriam ocupados: criar um projétil que, dotado de uma boa velocidade inicial, poderia alcançar a Lua.

    Essa é a base de toda a trama. O livro, lançado em 1865, surpreendeu o público por sua precisão científica e pela ideia ousada que defendia – que o ser humano um dia alcançaria a Lua. Mas, afinal, era apenas mais uma obra de ficção. Entretanto, 104 anos depois, acontece o impossível: uma equipe de norte-americanos chega à Lua em uma nave tripulada. Exatamente como Verne previra.

    Este livro sintetiza o espírito de Júlio Verne; em sua vida, foi mais do que um escritor de ficção científica. Era uma pessoa que acreditava na capacidade do homem de fazer o impossível e descobrir os mistérios do desconhecido. Por esta razão, esta obra é dedicada a todos os seres humanos que acreditam em si mesmos, sem, entretanto se orgulharem de sua singularidade no Universo. 

    São por estes motivos que o francês é venerado; ele é um inventor de realidades. Suas obras foram se cumprindo ao longo das décadas e dos séculos. Não porque Verne fosse um profeta. Simplesmente porque ele não via no improvável e impossível um limite para o ser.

por Diego B. Oliveira

18 agosto, 2014

Falando de Séries... Doctor Who



     
     Eae, galera,beleza?

    Tenho certeza que todo mundo aqui nessa parada é louco por séries de TV. Quem aí nunca virou a noite assistindo aquela série foda em maratona? Ou esperou um interminável ano para ver a próxima temporada de outra? 

    Minha paixão por séries é recente; tem cerca de um ano. No total, assisti umas dez. Mas não teve uma que não me deixou apaixonado! E qual melhor pra começar falando do que Doctor Who?

    Doctor Who é a série britânica mais famosa de todos os tempos. Seus mais de 50 anos a tornam a série de ficção científica mais antiga em exibição. Mas, afinal, de que se trata?

     A premissa é simples: um homem em uma caixa azul viajando através do tempo e do espaço. O homem em questão é um alienígena de dois corações conhecido como Doctor, do planeta Gallifrey, lar dos Time Lords (Senhores do Tempo). O Doutor nunca revelou o seu verdadeiro nome, o que originou à famosa pergunta que dá título à série: Doctor Who? (Doutor Quem?)

     O Doutor possui uma TARDIS (Tempo e Dimensões Relativas no Espaço), uma nave em formato de cabine telefônica azul capaz de viajar para qualquer lugar e tempo do universo. Originalmente, o exterior da nave se transformava a cada vez que ela  pousava, assumindo o formato de algum objeto daquele local e época que não chamasse muita atenção. Mas essa habilidade acabou enguiçando e a TARDIS acabou presa para sempre no formato de cabine. Mas apenas por fora; por dentro, ela era imensa e, como a gente pode descobrir no incrível episódio Viagem ao Centro da Tardis, infinita!

     O Doutor geralmente escolhe alguém da Terra para viajar com ele como companion, companheiro. A relação do Time Lord com esse planeta, aliás, sempre foi única e especial. Ao decorrer da série, o Doutor e seus companheiros salvam a Terra e outros planetas de marcantes vilões, como os Daleks e os Cybermen, entre outros.



    Uma das características mais importantes do Doutor é sua capacidade de se regenerar. Todo Senhor do Tempo, antes de morrer, pode assumir uma nova forma e, assim, escapar do destino fatal. Com essa nova aparência, vem também novas características, nova personalidade, novos gostos, trejeitos... 

    A regeneração foi a solução encontrada pelos produtores para continuar a série mesmo após a saída do ator principal. Isso permitiu que  Doctor Who permanecesse no ar por anos. Vários atores representaram o Doutor em suas diferentes regenerações. Vários companheiros também passaram pela TARDIS. 

    Em 1989, a série saiu do ar, marcando o fim da série clássica. Doctor Who voltou apenas em 1996 em um telefilme da BBC, onde Paul McGann representou a 8ª encarnação do Doutor.
    



   A série só voltou então em 2005, quando o produtor Russel. T. Davies convenceu a BBC a trazer de volta Doctor Who. O Doutor retornou em sua 9ª encarnação na pele do ator Christopher Eccleston; Rose Tyler, representada pela atriz e cantora britânica Billie Piper, se torna a primeira companheira do Doutor na série moderna.

    Foi a partir desse reinício que Doctor Who, que era um fenômeno britânico, se tornou um fenômeno global, atraindo o foco da mídia mundial e atraindo cada vez mais fãs a cada nova temporada.

     Na série moderna, o Doutor volta como o último Senhor do Tempo do universo. Seu planeta natal, Gallifrey, foi destruído durante a última grande Guerra Temporal, travada entre os Senhores do Tempo e os Daleks. Ninguém sobreviveu à guerra. (Pelo menos era o que o Doutor acreditava).

    Com a saída de Christopher Eccleston no final da primeira temporada, em 2005, o ator David Tenannt assumiu como o 10º Doutor, mantendo Rose Tyler como companheira. O ator trouxe consigo uma enorme popularidade para série, e é considerado por muitos como a melhor encarnação do personagem.




    O produtor Russel T. Davies, responsável pelo retorno de Doctor Who, deixou a série em 2010, assim como o 10º Doutor. O produtor Steven Moffat, que já havia alguns escrito alguns episódios em temporadas anteriores da série moderna, assumiu a como produtor e showrunner. O versátil ator Matt Smith assumiu a 11ª encarnação do Doutor.


   A série passou a contar também com mais investimentos da BBC, o que permitiu uma melhoria cinematográfica nos efeitos especiais e no uso de locações. O 11º Doutor também se tornou rapidamente popular, trazendo para série um número ainda maior de fãs.

   
  A nova série de 2005 trouxe também companheiros fantásticos. Rose Tyler, Martha Jones, Donna Noble, Jack Harkness, Amy Pond, Rory Williams, Clara Oswald….

   Em 2013, o ator Matt Smith deixou a série, entregando o personagem nas mãos de Peter Capaldi. Peter Capaldi é o ator mais velho a assumir o papel desde que a série recomeçou, em 2005. Para muito, ele pode representar o retorno do Doutor às suas origens. 



    Se tem alguém que ainda nunca assistiu um episódio sequer dessa série fantástica, coloca aí na sua lista. Vai valer a pena cada segundo; tem aquela pitada que só os britânicos conseguem inserir em seus shows, aquele humor divertido e inteligente, aquela reflexão sobre a nossa própria existência e, enfim, entretenimento de primeira!


por Diego B. Oliveira


14 agosto, 2014

3 Coisas que Tiram a Vontade de Ler

   Sabe quando você quer ler aquele livro legal, tá doido pra saber o que vai acontecer, mas algo acontece e atrapalha sua leitura? Com certeza, não tem nada mais frustrante.
   Bem, nesse post de retorno do Peças, resolvi citar as três coisas que mais me irritam e, sabe, tenho a impressão de que alguns vão se identificar... hahaha

Fome



   Na boa, ler se trata de mergulhar na história, encarnar um personagem, viver um mundo novo. Mas como fazer isso quando se tem um mundo INTEIRAMENTE VAZIO na sua barriga?

   Aí de repente você se pega desejando que seu personagem preferido morra, que o vilão dance “beijinho no ombro” encima do cadáver do mocinho, enfim, você tá “foda-se” para a história.

   Foda mesmo é quando tem uma cena no livro descrevendo um jantar. É tortura psicológica na certa!

    Então, se estiver com fome, espere o rango sair primeiro e, depois sim, pense em ler um livro.


Barulho


   Parece que é só você por a mão em um livro que o mundo explode ao seu redor. 

   Seus irmãos começam a gritar, os vizinhos ligam o funk no máximo, os aviões resolvem apostar corrida em cima de sua casa, cai uma bomba atômica no seu setor, surge torcedor de time que você nunca ouviu falar soltando foguetes e, por fim, até a Dilma aparece no seu quarto com o Lula pra dançar um arrocha.

Tá, não é bem desse jeito, mas é assim que você se sente quando está tentando se concentrar num livro e uma muriçoca passa perto do seu ouvido.






Spoilers


    Vey, se você quer saber se um amigo é verdadeiro, fala pra ele que você tá lendo um livro, aquele que você sabe que ele já leu. Se ele falar: “Que bom, é legal pra caralho esse livro!”,ou mesmo “Sério? Não gostei muito dele não!”, ótimo, esse é um amigo pra vida.

    Agora, se ele falar: “Aquele em que a fulana morre no final? Ou aquele em que o cara descobre que era tudo um sonho?”...

   Bom, esse amigo aí, pode mandar matar. Spoiler é um troço tão broxante que às vezes, demora um tempinho para você se entusiasmar com um livro de novo.



    Claro, tem muitos outros fatores, como o sono, por exemplo, o pior inimigo de quem lê durante a noite. Ou quando o livro está todo danificado, rabiscado e assinado com coraçõezinhos. De qualquer forma, somos leitores guerreiros, nunca nos deixamos abalar, hahaha.


                                                                                        por Diego B. de Oliveira